quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Açores: Sismo de «magnitude moderada» não foi sentido pela população

Um sismo de «magnitude moderada» na Crista Média Atlântica, com epicentro a cerca de 150 quilómetros a sul da ilha das Flores (Açores), foi registado pela rede do Sistema de Vigilância Sismológica dos Açores, mas sem ser sentido pela população.

«A rede sísmica do SIVISA registou às 8:00 (locais), um sismo de magnitude 5, com epicentro a cerca de 150 quilómetros a sul da ilha das Flores», explicou João Luís Gaspar, do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos (CVARG) da Universidade dos Açores.

Fonte: www.tsf.pt

O especialista referiu que se trata de um sismo que se insere na actividade sísmica «normal» da Crista Média Atlântica, uma grande linha de fractura que atravessa a região doa Açores com direção aproximada Norte/Sul e que passa sensivelmente a meia distância entre as Flores e o Faial.

O responsável acrescentou que, desde Setembro, a actividade sísmica tem aumentado na ilha de São Miguel.


Reflexão:
As notícias sobre a actividade sísmica que marcam o arquipélago dos Açores estão mais frequentes desde o passado Setembro. Segundo o especialista, trata-se de um sismo que faz parte da actividade sísmica da Crista Média Atlântica, o que é bastante normal naquela região, mas esperamos que não tragam consequências para os habitantes desta região.  


Fonte:
-www.tsf.pt

NAICA: A CAVERNA DOS CRISTAIS

Uma equipa internacional de cientistas explora uma caverna mexicana repleta de cristais gigantes. Com temperaturas que chegam à casa dos 50 graus Celsius e uma humidade do ar em 80%.

    Fonte: www.natgeo.com.br

A caverna é um dos lugares mais nocivos do planeta. Sem trajes e equipamentos especiais, os cientistas morreriam em minutos.

A sua missão é desvendar os segredos dos misteriosos e antigos cristais, os maiores já descobertos até hoje.

 Fonte: www.natgeo.com.br

Reflexão:
No âmbito da disciplina de geologia e do visionamento do filme " How the Earth made us ", realizado pela BBC, é maravilhoso as cavernas do Naica, situadas no Norte do México.
É extraordinário a forma e a quantidade de cristais que se situam nesta caverna, sendo estes os mais antigos descobertos na Terra.


Fonte: 
-www.natgeo.com.br


Geólogos internacionais investigaram formações raras em Valongo

Uma equipa de geólogos estrangeiros estiveram no nosso país, em Valongo, para estudar vestígios de formações geológicas existentes na Serra de Santa Justa, datadas do período do Ordovícico – na escala de tempo geológico, corresponde à Era Paleozóica. Estas formações retratam geologicamente Valongo há 490 milhões de anos, altura em que o território era ainda parcialmente coberto por mar.


Segundo os especialistas participantes, “estas formações, visíveis sem recurso a escavação, são únicas no mundo, sendo por isso um testemunho fundamental para estudos realizados e teorias formadas acerca do assunto”.

Fonte:cienciahoje.pt

Os investigadores, provenientes dos mais diversos países como Rússia, Austrália, China, EUA, República Checa, Reino Unido, Espanha, Dinamarca e França, estudaram formações geológicas existentes no território de Valongo, mais propriamente na Serra de Santa Justa e Pias.

Os vestígios do período Ordovícico – durante o qual ocorreu o auge das trilobites –, existentes na Serra de Santa Justa e Pias, têm suscitado o interesse dos especialistas nacionais e internacionais.

                                           Fonte:cienciahoje.pt

Reflexão:
É bastante satisfatório para a comunidade portuguesa, que geólogos internacionais tenham interesse no património geológico português. Neste caso, em formações existentes na Serra de Santa Justa, em Valongo. É mais um comprovativo que o território nacional tem bastante interesse na história da Terra.

Fonte:
- www.cienciashoje.pt


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Estudo de um investigador português propõe: "O começo do fim" do Oceano Atlântico

Daqui por 50 a cem milhões de anos, o oceano Atlântico deverá desaparecer. No entanto, tal como todos os fenómenos geológicos, este também demorará a acontecer. O estudo tem participação russa e é liderado pelo geólogo português Fernando Marques, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.


Se olharmos para a posição dos continentes não parece sugerir nada que se assemelhe ao desaparecimento dessa massa de água salgada. A novidade do estudo consiste na análise matemática de dados sobre a espessura da placa em várias regiões do Atlântico, tanto do norte como do sul.
                                  Fonte: ambientalsustentavel.org


Os resultados sugerem que a região mais provável para o início do surgimento dessa zona de subducção – é uma área de convergência de placas tectónicas, onde uma das placas desliza para debaixo da outra – é o Sudeste do Brasil. Segundo os investigadores, “existem sinais de que já aconteceu, mas faltam medidas, e tem alguns dados que poderiam ser interpretados como início de afundamento”. Entretanto, o estudo já foi submetido a um periódico científico de alto impacto.

O grande evento geológico sofrerá um processo muito lento, que demora milhões de anos. Afinal, desde a última grande deriva continental, iniciada há 250 milhões de anos, a América do Sul e a África já se têm afastado e o processo segue em andamento.


Reflexão:
É notável a descoberta de este geólogo português, pois a sua pesquisa é bastante importante para o que poderá acontecer daqui a 50 a 100 milhões de ano. Uma das formas para a descoberta deste fenómeno foi a análise matemática sobre a espessura das diferentes placas, o que comprova que tudo esta ligado à geologia.  



Fontes:
 -www.cienciahoje.pt

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Escala do Tempo Geológico

No âmbito da disciplina de Geologia, foi-nos proposto a realização de uma escala do tempo geológico. Segue- se uma pequena parte dessa mesma escala.
Fig.1- Escala do Tempo Geológico 
(Elaborada pelos autores do Blog)

domingo, 30 de outubro de 2011

Ajustamento isostático

Desde os finais do século XIX, foram muito os geólogos que começaram a recolher evidências de que as linhas de costa numa determinada zona costeira tinham mudado ao longo do tempo geológico em diversas zonas do Globo. 

Surgiram diversas hipóteses: essas alterações do nível médio das águas do mar ocorriam caso houvesse modificações ao nível do volume da água do oceano entre outras. 

Denomina-se teoria da isostasia, às hipóteses que procuram interpretar as compensações que ocorrem em profundidade dos relevos superficiais em função do seu peso (densidade).

Segundo o princípio de Arquimedes, um determinado bloco for suportado por materiais mais plásticos e mais densos que ele, estes blocos devem flutuar nesse substrato. Sendo a astenosfera uma camada constituída por material com um comportamento plástico, a litosfera, menos densa, está em equilíbrio sobre esta zona do manto superior, ou seja, o equilíbrio é conseguido através de um ajustamento do tipo isostático com movimentos verticais de ascensão e descida dos diferentes materiais. Logo, se a litosfera se encontra-se um equilíbrio isostático com a astenosfera, tal significa que em qualquer zona da litosfera deve ter igual peso.

Os mecanismos de conservação do equilíbrio designados por ajustamentos isostáticos foram defendidos por John Pratt e George Airy. A hipótese de Airy justifica as diferenças de profundidade da raiz do relevo na crosta continental ou da crosta oceânica. A hipótese de Pratt justifica as diferentes elevações da crosta continental e da crosta oceânica relativa a um nível de compensação isostático.


http://www.searadaciencia.ufc.br 



Através de fenómenos como o gelo e a erosão originam anomalias isostáticas negativas, enquanto processos como a sedimentação e as glaciações originam anomalias isostáticas positivas.

Um situação em particular é da Escandinávia que resulta do facto de no último milhão de anos esta zona estar coberta por uma “calote” glaciária, o que obrigaria a um equilíbrio isostático de acordo com essas condições. No período pós glaciário, com a fusão dessas massas de gelo que cobriam a Escandinávia, as raízes do bloco escandinavo tornaram – se demasiado profundas para um baixo – relevo superficial, tal situação conduziu a um equilíbrio que hoje se encontra quase concluído.


Fontes:
FÉLIX, José Mário; SENGO, Isabel Cristina; CHAVES, Rosário Bastos, Geologia 12, 1ºedição, Porto Editora, 2010




quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Veneza irá se afundar?

A cidade está a afundar-se, e o nível do mar, por vários motivos, entre eles o aquecimento global, está a subir. Veneza afunda 0,4 milímetros por ano. Mas o grande problema é que o nível do mar Adriático subiu 1,4 milímetros por ano no último século. Há relatos que calculam em 13 centímetros o tamanho que já afundou desde 1900. A tradicional praça São Marcos (Fig.1), já inundou centenas de vezes.



A acção do homem piora a situação: nos anos 30 criou zonas industriais que se utilizaram de bombeamento de água do subsolo, desde a década de 1960 polui a água com embarcações (erosão química) e há muito tempo tenta proteger a cidade desviando o curso dos rios, o que pode acelerar a erosão física do terreno. O fundo da lagoa, que tinha uma textura vegetal rugosa, está liso: isso desprotege a cidade da infiltração de água.
O primeiro piso das construções há muito não é utilizado em razão das recorrentes inundações. A água penetra nas casas pelas tubulações de esgoto e corrói paredes que não foram preparadas para ficar molhadas. Em 2002 foi aprovado o Projecto Moisés, que prevê a construção de portões submersos que, quando levantados, são capazes de bloquear as 3 entradas do mar para a Lagoa de Veneza. A obra deve ser concluída ainda este ano, em 2011 e vai custar € 4,5 biliões.
Mesmo assim não dá para ter certeza de que os problemas serão resolvidos.

Fontes:
 -http://planetasustentavel.abril.com.br
 -http://mesquita.blog.br